Cirurgia refrativa a laser realizada pelo Dr. Gustavo Souza Gonçalves em Campo Grande, MS

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Cirurgia Refrativa em Campo Grande, MS

Por Dr. Gustavo Souza Gonçalves CRM-MS 10549 · RQE 6194 Atualizado em julho de 2026

A cirurgia refrativa corrige miopia, astigmatismo e hipermetropia. Na maioria dos casos isso é feito a laser, remodelando a córnea, pelas técnicas LASIK ou PRK. Quando o laser não é indicado, porque a córnea é fina ou o grau é alto demais, o caminho é a lente fácica. Qual dos três serve para você não é preferência: é a avaliação que define.

O grau existe porque a luz erra o alvo

A córnea é a janela transparente na frente do olho. É ela que faz a maior parte do trabalho de focar a luz. Quando a sua curvatura não é exatamente a que o seu olho precisa, a imagem chega fora de foco. Isso é o grau.

A cirurgia refrativa usa laser para remodelar essa curvatura com precisão de mícrons. A luz volta a focar onde deve. O grau deixa de ser necessário.

É um procedimento consolidado, feito há décadas no mundo inteiro. O que muda o resultado não é o laser, que é o mesmo para todos. É a indicação correta.

Exame oftalmológico pré-operatório para cirurgia refrativa

LASIK ou PRK: qual é a sua

Essa é a pergunta que mais escuto no consultório. A resposta honesta é que não existe a melhor técnica. Existe a que o seu olho comporta.

LASIK

Recuperação mais rápida

Cria-se uma lâmina fina e superficial na córnea, o laser age por baixo dela e a lâmina é reposicionada no mesmo instante.

Visão
Melhora costuma vir já nos primeiros dias
Exige
Córnea com espessura suficiente

PRK

Sem lâmina

Não há lâmina. O laser trabalha direto na superfície da córnea, que se regenera nos dias seguintes.

Visão
Recuperação mais gradual, ao longo de alguns dias
Indicado
Córneas mais finas, onde o LASIK não seria seguro

Quem decide isso são os exames: a topografia, que desenha o mapa da sua córnea, e a paquimetria, que mede a espessura dela. Sem esses dois, ninguém pode dizer qual técnica é a sua. Nem eu.

Nem todo olho pode operar

Quem pode

  • Adultos a partir dos 18 anos
  • Grau estável há pelo menos 12 meses
  • Córnea saudável, com espessura e curvatura adequadas
  • Miopia, astigmatismo ou hipermetropia dentro da faixa tratável a laser
  • Expectativa alinhada com o que a cirurgia entrega

Quem não pode, e por quê

  • Grau ainda mudando. Operar um grau que vai mudar é corrigir um alvo em movimento. O resultado não se sustenta.
  • Ceratocone. A córnea já é irregular e frágil, e o laser a afinaria ainda mais. Mas existe caminho, e ele está logo abaixo.
  • Córnea muito fina. Pode inviabilizar o LASIK, e às vezes o PRK também. Não significa ficar de óculos para sempre: existe a lente fácica. Também está logo abaixo.
  • Grau muito alto. Acima de certa faixa, o laser não dá conta, ou teria que remover córnea demais. É outro caso em que a lente fácica entra.
  • Algumas doenças oculares ou sistêmicas ativas. Avaliadas caso a caso.

Dizer não é parte do trabalho. A segurança de uma cirurgia começa muito antes do laser: começa na hora de indicar.

Tratamento de ceratocone e doenças da córnea em Campo Grande, MS

Tem ceratocone?

A porta não está fechada

Muita gente ouve "você tem ceratocone" e entende "nunca vou enxergar bem". Não é assim.

O ceratocone contraindica o LASIK e o PRK convencionais, isso é verdade. Mas ele tem tratamento próprio: o crosslinking, que estabiliza a córnea e impede que a doença avance, e o anel intraestromal, que regulariza a curvatura e pode melhorar a visão.

Eu trato ceratocone e faço cirurgia refrativa. São dois lados da mesma especialidade, a córnea. É por isso que consigo te dizer com precisão o que é possível no seu caso, em vez de simplesmente fechar a porta.

Entenda o ceratocone em detalhes: sinais, diagnóstico e tratamentos →

Disseram que a sua córnea é fina demais?

Ou que o seu grau é alto demais para o laser? Esse costuma ser o ponto em que a pessoa desiste e aceita conviver com os óculos para sempre. Não precisa ser assim.

Quando o laser não é o caminho, existe outro: a lente fácica, também chamada de ICL. Em vez de remodelar a córnea, ela adiciona uma lente permanente dentro do olho, na frente do cristalino, que continua no lugar.

É a solução para exatamente os dois casos em que o laser não serve: córnea fina e grau muito alto. E ela é reversível, porque a lente pode ser retirada se um dia for necessário.

Se você já ouviu um não em algum lugar, vale uma segunda avaliação. O não pode ter sido para o laser, não para você.

Como é o dia da cirurgia

Colírio

A anestesia é em colírio. Sem agulha, sem bisturi.

Laser

Poucos minutos por olho. O laser em si dura segundos. Você fica acordado, olhando para uma luz.

Alta

Sem internação. Você vai embora no mesmo dia.

Retorno

Colírios e retornos programados. O pós-operatório é acompanhado de perto.

Não existe preço de tabela. E isso não é evasiva.

O valor depende da técnica indicada, do seu grau e das características da sua córnea. São coisas que só o exame pré-operatório revela.

Qualquer número dado antes disso seria um chute. E um chute sobre a sua visão não me interessa.

Por isso o caminho é sempre o mesmo: primeiro a avaliação, que define se você pode operar e como. Só então se fala em valores.

Perguntas frequentes

A cirurgia refrativa dói?

Não. O procedimento é feito com anestesia em colírio, sem agulha e sem corte com bisturi. Durante o laser, a sensação é apenas de uma leve pressão, por poucos segundos. Nas primeiras horas pode haver ardência ou lacrimejamento leve, controlados com colírios.

A cirurgia refrativa corrige astigmatismo?

Sim. O laser corrige o astigmatismo, sozinho ou junto com a miopia e a hipermetropia, remodelando a curvatura da córnea. A técnica indicada depende da avaliação da córnea e da estabilidade do grau.

O grau pode voltar depois da cirurgia?

Quando a cirurgia é feita com o grau já estável e bem indicada, o resultado tende a ser duradouro. É justamente por isso que exigimos grau estável há pelo menos um ano. Depois dos 40 anos pode surgir a vista cansada, a presbiopia, que é natural da idade e não significa que o grau voltou.

Preciso parar de usar lente de contato antes dos exames?

Sim. A lente de contato molda a córnea temporariamente e distorce o resultado dos exames. É preciso suspendê-la antes da avaliação, por um período que eu oriento conforme o tipo de lente que você usa. Fazer o exame com a córnea moldada levaria a um planejamento errado.

Com quantos anos posso operar o grau?

A partir dos 18 anos, desde que o grau esteja estável há pelo menos 12 meses. Não há limite máximo de idade, mas depois dos 40 a avaliação considera também a vista cansada. Em alguns casos, outro caminho pode fazer mais sentido do que o laser: a partir dos 50 anos, geralmente a troca do cristalino por uma lente intraocular resolve o grau e a vista cansada de uma vez — entenda a cirurgia de catarata em Campo Grande.

Disseram que minha córnea é fina. Ainda posso operar?

Provavelmente sim, só que não com o laser. Córnea fina pode inviabilizar o LASIK e, em alguns casos, também o PRK. Nessa situação existe a lente fácica (ICL), que corrige o grau adicionando uma lente dentro do olho, sem remover tecido da córnea. Se você ouviu um não em outro lugar, vale uma segunda avaliação: o não pode ter sido para o laser, não para você.

Meu grau é muito alto. Tem solução?

Sim. Acima de certa faixa, o laser deixa de ser a melhor opção, porque precisaria remover córnea demais. Para graus altos, a lente fácica (ICL) costuma ser o caminho, e ela corrige graus que o laser não alcança. A avaliação define qual é o seu caso.

Onde é feita a cirurgia em Campo Grande, MS?

No Instituto da Visão do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. A avaliação pré-operatória é o ponto de partida e define se o seu caso tem indicação e qual a técnica mais segura para você.

Dr. Gustavo Souza Gonçalves, oftalmologista em Campo Grande, MS

Escrito e revisado por

Dr. Gustavo Souza Gonçalves

Médico Oftalmologista · CRM-MS 10549 · RQE 6194

Especialista em Cirurgia Refrativa, Catarata e Ceratocone. Residência em Oftalmologia pela Universidade de Brasília, com fellowships em Catarata e em Córnea e Cirurgia Refrativa pelo Banco de Olhos de Sorocaba. Chefe do Setor de Córnea e Supervisor da Residência Médica em Oftalmologia da Santa Casa de Campo Grande. Atende em Campo Grande e São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul.

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Conteúdo atualizado em julho de 2026.

O primeiro passo é a avaliação

É ela que diz se o seu caso tem indicação e qual técnica é a mais segura para os seus olhos.

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